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Morre o cantor Neto Araújo, ex-Cavaleiros do Forró e vocalista da Collo de Menina, aos 42 anos em Pendências (RN)

Artista foi uma das vozes marcantes do forró eletrônico e teve trajetória consolidada em bandas de projeção nacional; causa da morte ainda não foi divulgada

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Morre o cantor Neto Araújo, ex-Cavaleiros do Forró e vocalista da Collo de Menina, aos 42 anos em Pendências (RN)
Foto: Divulgação

O cantor Neto Araújo morreu nesta quinta-feira (2), aos 42 anos, em Pendências, no Oeste do Rio Grande do Norte, sua cidade natal. A informação foi confirmada oficialmente pela banda Collo de Menina por meio de nota publicada nas redes sociais e rapidamente repercutiu entre fãs, artistas e produtores do cenário do forró eletrônico em todo o Nordeste. Até o momento, não há divulgação oficial sobre a causa da morte, nem detalhes sobre o estado de saúde do artista antes do falecimento, o que mantém o caso envolto em comoção e silêncio por parte de familiares e equipes envolvidas. A notícia interrompe uma trajetória artística marcada por passagem em algumas das formações mais conhecidas do gênero, especialmente a Cavaleiros do Forró, onde Neto ganhou projeção nacional e se consolidou como intérprete de repertórios que se tornaram populares em todo o país.

A Collo de Menina, banda da qual o cantor era vocalista, lamentou publicamente a perda e destacou não apenas o talento profissional, mas também o impacto humano de Neto Araújo dentro do grupo e no convívio com a equipe. Em comunicado, a banda ressaltou que o artista deixa uma marca profunda na história do projeto musical, lembrando sua dedicação aos palcos, sua entrega em gravações e sua relação próxima com colegas de trabalho. A nota enfatiza que a memória do cantor permanece associada à alegria, ao carisma e à intensidade com que vivia a música, destacando ainda que sua trajetória seguirá sendo lembrada dentro da própria identidade da banda e por todos que acompanharam sua carreira ao longo dos anos. A morte provocou forte comoção interna no grupo e levou ao cancelamento ou readequação de agendas próximas, em respeito ao luto.

A Cavaleiros do Forró, grupo no qual Neto Araújo teve uma de suas passagens mais importantes e de maior visibilidade pública, também divulgou nota de pesar, destacando a contribuição do cantor em momentos relevantes da trajetória da banda. Foi na Cavaleiros que Neto alcançou maior projeção nacional, participando de gravações ao vivo e projetos audiovisuais que marcaram época no forró eletrônico, especialmente no início da expansão do gênero para grandes públicos fora do Nordeste. Entre os registros mais lembrados está sua participação no DVD “O Filme”, gravado em formato de grande evento ao vivo no antigo Estádio Machadão, em Natal, produção que ajudou a consolidar a imagem da banda como um dos principais nomes do forró romântico e eletrônico no Brasil. Nesse período, sua voz esteve associada a músicas que se tornaram bastante executadas em rádios e festas populares, como “Não Pegue Esse Avião”, “Avisa a Ela” e “Mar de Doçura”, esta última marcada por um dueto com a cantora Eliza Clívia, também lembrada pelo público do gênero.

Natural de Pendências (RN), Neto Araújo construiu sua carreira dentro de um cenário musical caracterizado por forte circulação de artistas entre bandas, um traço comum do forró eletrônico, especialmente nas décadas de 2000 e 2010, quando o gênero viveu grande expansão comercial e presença massiva em shows, festas juninas e eventos regionais. Dentro desse contexto, Neto se destacou pela versatilidade vocal e pela capacidade de adaptação a diferentes repertórios, transitando entre bandas e projetos sem perder reconhecimento do público. Sua trajetória inclui passagens por formações de circulação regional e nacional, sendo a Collo de Menina uma das mais recentes e relevantes etapas de sua carreira. Na banda, atuava como uma das vozes principais e mantinha agenda ativa de apresentações, especialmente em eventos no Nordeste, onde o forró segue como um dos principais pilares da indústria musical ao vivo.

A repercussão da morte de Neto Araújo se espalhou rapidamente entre artistas, músicos e fãs nas redes sociais, gerando uma onda de mensagens de despedida e reconhecimento à sua contribuição para o gênero. Diversos profissionais do meio musical destacaram não apenas sua importância artística, mas também sua postura nos bastidores, lembrando-o como um artista de convivência harmoniosa e presença marcante nos palcos. O impacto da notícia também reflete o peso simbólico de sua trajetória dentro de uma geração de cantores que ajudou a consolidar o forró eletrônico como um dos movimentos mais fortes da música popular brasileira contemporânea, com forte base no Nordeste e expansão nacional através de CDs, DVDs e, mais recentemente, plataformas digitais.

Apesar da comoção pública, as circunstâncias da morte ainda não foram esclarecidas oficialmente, e não há informações divulgadas sobre velório ou sepultamento até o fechamento desta matéria. A ausência de detalhes aumenta a expectativa de novas atualizações por parte de familiares ou representantes das bandas envolvidas, ao mesmo tempo em que reforça o clima de luto e respeito ao momento vivido pelos mais próximos. O silêncio sobre a causa da morte também tem levado fãs a aguardar posicionamentos oficiais, enquanto manifestações espontâneas continuam sendo publicadas em homenagem ao cantor.

O legado de Neto Araújo permanece diretamente ligado à consolidação do forró eletrônico como fenômeno cultural e comercial no Brasil, especialmente em sua fase de maior expansão nacional. Sua participação em bandas de grande alcance o colocou entre os intérpretes que ajudaram a popularizar o gênero fora de suas fronteiras regionais tradicionais, levando o estilo a grandes eventos e circuitos de shows em diferentes estados. Com sua morte, o cenário do forró perde mais uma voz de uma geração que marcou época, deixando gravações, apresentações e memórias que seguem vivas entre fãs e colegas de profissão. A Collo de Menina e a Cavaleiros do Forró, duas das principais bandas de sua trajetória, agora dividem o mesmo sentimento de perda e reconhecimento por um artista que, segundo ambas as formações, deixou uma marca definitiva na história da música nordestina contemporânea.

Redação

A Redação é o espaço onde a música ganha narrativa, profundidade e contexto. Neste caderno da revista Instamag, nascem reportagens, entrevistas, análises e histórias que atravessam diferentes gêneros, cenas e movimentos culturais, com olhar especial para a produção artística do Nordeste. Aqui, a música é tratada para além do lançamento ou do palco: revelamos bastidores, trajetórias, ideias, personagens e transformações que ajudam a compreender a força, a identidade e a diversidade da cultura musical brasileira.

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