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Forró Caju 2026 registra maior público da edição em noite de Erivaldo de Carira, Pablo, Mestrinho e Calcinha Preta

Sétima noite da festa reuniu mais de 23 mil pessoas na Praça Hilton Lopes, em Aracaju, com uma programação marcada pela força do forró pé de serra, do arrocha, da sanfona sergipana e do forró eletrônico

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Forró Caju 2026 registra maior público da edição em noite de Erivaldo de Carira, Pablo, Mestrinho e Calcinha Preta
Foto: Divulgação

Ao som de muito forró, arrocha, romantismo e clássicos que atravessam gerações, a sétima noite do Forró Caju 2026 entrou para a história da edição como a de maior público registrado até o momento. Nesta quinta-feira, 26, mais de 23 mil pessoas ocuparam a Praça Hilton Lopes, no coração de Aracaju, para acompanhar uma programação que reuniu tradição, emoção e grandes nomes da música popular nordestina. No palco Luiz Gonzaga, passaram Erivaldo de Carira, Pablo, Mestrinho e Calcinha Preta, em uma sequência de apresentações que fez o público cantar, dançar e celebrar uma das festas mais aguardadas do calendário junino da capital sergipana.

A noite teve como marca principal a diversidade musical. O público pôde acompanhar desde o forró pé de serra de Erivaldo de Carira, referência histórica do gênero, até o arrocha romântico de Pablo, um dos nomes mais conhecidos da chamada sofrência. Em seguida, Mestrinho levou ao palco a força da sanfona, da poesia e do forró tradicional em uma apresentação carregada de identidade sergipana. Para encerrar, a banda Calcinha Preta, um dos maiores ícones do forró eletrônico no Brasil, transformou a praça em um grande coro de fãs ao relembrar sucessos que marcaram diferentes fases da trajetória do grupo.

O resultado foi uma noite de forte presença popular, com a Praça Hilton Lopes tomada por famílias, casais, grupos de amigos, turistas e admiradores da música nordestina. O Forró Caju, mais uma vez, mostrou sua capacidade de reunir públicos de diferentes idades e gostos musicais em torno de uma programação plural, que valoriza tanto artistas tradicionais quanto nomes de projeção nacional. A festa confirmou sua importância não apenas como evento de entretenimento, mas também como espaço de preservação cultural, movimentação econômica e fortalecimento da identidade junina de Aracaju.

Erivaldo de Carira abre a noite com a força do forró pé de serra

A abertura da programação ficou por conta de Erivaldo de Carira, um dos nomes mais respeitados do forró pé de serra em Sergipe. Com mais de 50 anos de carreira, o artista representa uma geração de músicos que ajudou a manter viva a tradição do forró nordestino, valorizando a sanfona, a zabumba, o triângulo, as letras sertanejas e o jeito simples e direto de cantar as histórias do povo.

No palco Luiz Gonzaga, Erivaldo levou ao público um repertório preparado especialmente para a ocasião, misturando canções que dialogam com o sertão, com a vida no interior e com o sentimento de pertencimento típico das festas juninas. Sua apresentação abriu a noite em clima de autenticidade, resgatando a essência do forró que nasceu nos terreiros, nas feiras, nas festas de padroeiro e nos encontros populares do Nordeste.

A ligação de Erivaldo de Carira com o Forró Caju é antiga e simbólica. O cantor fez questão de destacar que participa do evento desde a primeira edição, o que transforma cada retorno ao palco em um momento de memória e gratidão. Para o artista, cantar no Forró Caju é reencontrar uma parte importante de sua própria história.

“Para mim é muito importante estar mais um ano no Forró Caju, porque participo desde a primeira edição. É motivo de muita alegria, honra e carinho cantar aqui e levar o melhor do forró”, afirmou.

Além da emoção de retornar à festa, Erivaldo destacou o cuidado na escolha do repertório. A proposta, segundo ele, foi entregar ao público uma apresentação que representasse a riqueza musical nordestina, transitando por diferentes nuances do forró sem perder a raiz.

“Vamos fazer essa mistura de forró e entregar ao Forró Caju o melhor que tem do sertão ao sul do Nordeste”, completou.

A apresentação de Erivaldo de Carira também reforçou um dos pilares do Forró Caju: a valorização dos artistas que construíram e continuam sustentando a tradição musical sergipana. Em uma festa que recebe atrações de grande projeção nacional, a presença de nomes como Erivaldo reafirma a importância de abrir espaço para quem representa a base cultural do São João.

No público, muitos acompanharam o show dançando agarradinho, batendo palmas e cantando junto. A sonoridade tradicional do forró pé de serra criou o ambiente ideal para iniciar a noite, preparando a praça para as atrações seguintes sem deixar de lembrar que a essência da festa junina está profundamente ligada à cultura popular nordestina.

Pablo leva arrocha, romantismo e sofrência ao palco Luiz Gonzaga

Depois da abertura marcada pelo forró tradicional, foi a vez de Pablo assumir o palco Luiz Gonzaga e conduzir a multidão por um repertório voltado ao arrocha e à sofrência. O cantor baiano, reconhecido nacionalmente como uma das principais vozes do gênero, levou ao Forró Caju canções românticas e interpretações intensas que falam de amor, saudade, separação, reencontros e sentimentos vividos no cotidiano das pessoas.

Pablo tem uma relação forte com o público nordestino e construiu sua trajetória justamente pela capacidade de transformar emoções em música. Seu estilo é marcado por letras diretas, melodias envolventes e uma interpretação carregada de sentimento, características que fizeram dele um dos artistas mais populares do arrocha no país. No Forró Caju, essa conexão ficou evidente quando o público acompanhou em coro diversas canções do repertório.

Antes da apresentação, o cantor destacou o vínculo afetivo que mantém com Sergipe. Segundo ele, voltar a Aracaju é sempre uma experiência especial, não apenas pela receptividade do público, mas também por sua relação familiar com o estado.

“Quando estou aqui me sinto em casa. Aracaju é uma cidade acolhedora, e tenho raízes em Sergipe por parte da família do meu pai. Cantar aqui me faz voltar à infância”, disse.

A fala do artista resume o clima de proximidade que marcou sua passagem pelo evento. No palco, Pablo demonstrou familiaridade com o público aracajuano e foi recebido com entusiasmo por fãs que aguardavam sua apresentação desde cedo. A cada música, a praça se transformava em um grande coral, com celulares levantados, casais abraçados e grupos de amigos cantando os refrões mais conhecidos.

O cantor também elogiou a energia do público de Aracaju e ressaltou que a resposta da plateia é uma das partes mais especiais de se apresentar no Forró Caju.

“Aracaju me coloca em um patamar maravilhoso. Quando subo nesse palco e vejo o público cantando junto comigo, recebo um grande presente. É uma alegria voltar e cantar para esse povo”, afirmou.

A presença de Pablo na programação também evidenciou a abertura do Forró Caju para diferentes linguagens musicais dentro do período junino. Embora o forró seja o eixo central da festa, o São João contemporâneo passou a incorporar outros ritmos populares, como arrocha, sertanejo, piseiro e música romântica. Para Pablo, essa diversidade é justamente uma das belezas de eventos como o Forró Caju.

“A beleza de eventos como esse é justamente a diversidade. Minha música fala de sentimentos e das histórias das pessoas. O amor sempre encontra espaço, independentemente da época do ano”, ressaltou.

A apresentação de Pablo reforçou esse entendimento. Seu show não quebrou o clima junino; pelo contrário, ampliou a experiência da noite ao trazer uma dimensão emocional que também faz parte das festas populares. O público dançou, cantou e se emocionou, mostrando que o romantismo do arrocha encontrou lugar cativo na programação.

Mestrinho emociona o público e celebra apresentação na mesma noite do pai

Um dos momentos mais simbólicos da sétima noite do Forró Caju 2026 foi a apresentação de Mestrinho. Sergipano, sanfoneiro, cantor e compositor, o artista representa uma nova geração do forró tradicional, dialogando com a herança deixada por grandes mestres da música nordestina ao mesmo tempo em que imprime personalidade própria em sua obra.

A presença de Mestrinho no palco Luiz Gonzaga já seria especial por sua trajetória e por sua ligação com Sergipe. No entanto, a noite ganhou um significado ainda maior porque o artista se apresentou na mesma programação que seu pai, Erivaldo de Carira. O encontro indireto entre gerações, no mesmo palco e na mesma festa, simbolizou a continuidade de uma tradição musical familiar e regional.

Para Mestrinho, dividir a noite com o pai foi motivo de orgulho e emoção. O cantor fez questão de destacar a importância desse momento e a alegria de saber que Erivaldo havia se apresentado pouco antes.

“É uma honra enorme tocar no mesmo dia que meu pai. Fiquei sabendo que ele fez um showzaço, e dividir essa noite com ele é muito especial”, afirmou.

A fala revela não apenas a admiração de filho para pai, mas também o reconhecimento da contribuição de Erivaldo para a formação de Mestrinho como artista. A sanfona, o forró e a cultura nordestina fazem parte da história familiar dos dois, e essa herança apareceu de forma clara na apresentação. No palco, Mestrinho mostrou domínio musical, sensibilidade e respeito à tradição, conduzindo o público por um repertório que valorizou a sonoridade do forró sem perder o frescor de sua geração.

A apresentação também foi marcada pelo reencontro com a terra natal. Mestrinho destacou a felicidade de voltar a Sergipe, reencontrar amigos, familiares e conterrâneos, além de retornar a um palco pelo qual demonstra grande carinho.

“Estou muito feliz por retornar a Sergipe e ao Forró Caju, um palco de que gosto muito. É uma oportunidade de reencontrar minha família, meus amigos e meus conterrâneos”, disse.

No contexto da noite, Mestrinho ocupou um lugar importante: fez a ponte entre o forró de raiz apresentado por Erivaldo de Carira e a força popular do forró eletrônico que viria em seguida com Calcinha Preta. Sua música mostrou que a tradição continua viva, sendo renovada por artistas que conhecem profundamente a linguagem nordestina e conseguem apresentá-la a novos públicos.

A sanfona de Mestrinho trouxe ao palco Luiz Gonzaga uma atmosfera de celebração e pertencimento. Seu show foi recebido com atenção e carinho por um público que reconhece nele não apenas um artista sergipano de projeção, mas também um representante da cultura musical do estado. Em uma festa que homenageia Luiz Gonzaga no nome de seu palco principal, a presença de um sanfoneiro como Mestrinho reforçou a ligação direta entre o Forró Caju e o legado do Rei do Baião.

Calcinha Preta encerra a noite com nostalgia, emoção e grandes sucessos

O encerramento da programação ficou por conta da banda Calcinha Preta, um dos maiores fenômenos da história do forró eletrônico. Com uma trajetória marcada por sucessos populares, romantismo, performances intensas e forte conexão com os fãs, o grupo levou ao palco Luiz Gonzaga um repertório repleto de músicas que fazem parte da memória afetiva de diferentes gerações.

Formada em Sergipe, a Calcinha Preta tem uma relação profunda com Aracaju e com o Forró Caju. A banda se tornou uma das principais representantes do forró eletrônico no Brasil e ajudou a projetar nacionalmente uma sonoridade que mistura elementos do forró, da música romântica, do pop e de grandes arranjos de palco. Ao longo dos anos, construiu uma legião de fãs e se consolidou como presença aguardada em grandes eventos juninos.

No show desta quinta-feira, o público pôde cantar sucessos como “Mágica” e “Hoje à Noite”, além de outras canções que marcaram a história do grupo. A apresentação teve clima de reencontro, tanto para a banda quanto para os fãs. A cada música, a praça respondia com entusiasmo, provando que o repertório da Calcinha Preta segue vivo na memória popular.

Integrante mais antigo do grupo, Daniel Diau destacou o carinho especial que a banda tem por Aracaju e pelo público sergipano. Para ele, cantar em casa tem um significado diferente, carregado de emoção e reconhecimento.

“Aracaju mora no nosso coração. Por onde passamos pelo Brasil, encontramos pessoas que acompanham nossa trajetória”, disse.

A fala de Daniel reforça a dimensão nacional alcançada pela banda, mas também evidencia que a origem sergipana continua sendo parte fundamental da identidade da Calcinha Preta. Mesmo se apresentando em diferentes estados do país, o grupo mantém uma ligação afetiva com o público que acompanhou sua trajetória desde o início.

O’hara Ravick também celebrou o retorno ao Forró Caju e destacou que a presença da banda na programação já é esperada pelo público. Para ela, tocar em Aracaju é sempre uma experiência especial, sobretudo em uma festa tão representativa para a cultura local.

“Tem que ter Calcinha Preta no Forró Caju. O público espera por isso, e nós também. Estamos muito felizes por tocar em casa e tenho certeza de que o público vai curtir o show do começo ao fim”, afirmou.

A participação de Mika Rodrigues trouxe outro elemento marcante à noite. Integrante que ingressou na banda em novembro de 2025, a cantora fez sua estreia no palco Luiz Gonzaga e demonstrou emoção ao participar de um evento de grande porte como o Forró Caju.

“É a minha primeira vez no Forró Caju e me sinto muito honrada em participar de um evento tão grandioso. Tenho certeza de que será uma noite linda e mágica”, declarou.

A estreia de Mika no Forró Caju simbolizou também uma nova fase da banda, que segue renovando sua formação sem perder a força do repertório que a consagrou. Ao lado de Daniel Diau e O’hara Ravick, a cantora participou de um show marcado por nostalgia, energia e forte interação com o público.

Maior público da edição confirma força do Forró Caju

Com mais de 23 mil pessoas presentes, a sétima noite do Forró Caju 2026 confirmou a força da festa no calendário junino de Aracaju. O público expressivo registrado na Praça Hilton Lopes mostrou que o evento segue como uma das principais atrações do período, reunindo moradores da capital, visitantes do interior e turistas que buscam viver a experiência do São João sergipano.

A movimentação intensa também reforça o impacto do evento para a cidade. Durante o período do Forró Caju, diferentes setores são beneficiados, como alimentação, transporte, hospedagem, comércio, produção cultural, segurança, limpeza, montagem de estruturas, som, iluminação e serviços ligados ao turismo. A festa movimenta a economia local ao mesmo tempo em que fortalece a imagem de Aracaju como destino junino.

A Praça Hilton Lopes, tradicional espaço de grandes eventos populares da capital, se transforma durante o Forró Caju em um ambiente de encontro e celebração. O público ocupa o centro da cidade para dançar, cantar e participar de uma programação gratuita e democrática. Esse caráter popular é uma das marcas mais importantes da festa, que aproxima artistas consagrados e público em um mesmo espaço de convivência.

A escolha das atrações da noite também contribuiu para o sucesso de público. Erivaldo de Carira atraiu os admiradores do forró autêntico; Pablo levou fãs do arrocha e da música romântica; Mestrinho mobilizou quem valoriza a sanfona e a tradição sergipana; e Calcinha Preta encerrou a noite com a força de uma banda que possui uma relação histórica com o público local. A soma desses elementos resultou em uma programação capaz de dialogar com diferentes gerações.

Diversidade musical fortalece identidade da festa

A sétima noite do Forró Caju mostrou que o São João de Aracaju é feito de muitas sonoridades. O evento conseguiu reunir, em uma mesma programação, o forró pé de serra, o arrocha, o forró tradicional renovado e o forró eletrônico. Essa mistura não enfraquece a identidade da festa; ao contrário, mostra a vitalidade da cultura nordestina, que preserva suas raízes ao mesmo tempo em que se abre para novas linguagens populares.

O forró pé de serra de Erivaldo de Carira trouxe a memória das festas de interior, das sanfonas tocadas em família e das canções que narram a vida sertaneja. O arrocha de Pablo acrescentou emoção e romantismo, levando ao palco histórias de amor e sentimentos compartilhados por milhares de pessoas. Mestrinho representou a continuidade da tradição, mostrando que a sanfona segue viva nas mãos de uma geração que respeita o passado, mas também cria novos caminhos. Já a Calcinha Preta trouxe a força do forró eletrônico, estilo que marcou profundamente a música nordestina nas últimas décadas.

Essa combinação de estilos é uma das razões pelas quais o Forró Caju consegue atrair públicos tão amplos. A festa conversa com quem busca tradição, com quem quer dançar agarradinho, com quem acompanha artistas nacionais e com quem tem memória afetiva ligada às grandes bandas de forró. Em cada show, uma parte diferente da identidade musical nordestina foi apresentada ao público.

Uma noite de emoção, memória e pertencimento

Além dos números de público e da força das atrações, a sétima noite do Forró Caju foi marcada por sentimentos de pertencimento. Para Erivaldo de Carira, a noite representou continuidade e reconhecimento por uma história construída desde as primeiras edições do evento. Para Pablo, foi um reencontro afetivo com Aracaju e com suas raízes familiares em Sergipe. Para Mestrinho, o show teve sabor de volta para casa e de celebração ao lado da história musical do pai. Para a Calcinha Preta, foi mais uma oportunidade de cantar em casa e renovar os laços com uma plateia que acompanha a banda há muitos anos.

Essas histórias ajudam a explicar por que o Forró Caju é mais do que uma programação de shows. A festa reúne trajetórias, memórias e símbolos da cultura nordestina. Cada artista leva ao palco uma parte de sua história, e o público responde com a própria memória afetiva, seja por meio de uma música que marcou a juventude, de uma dança aprendida em família ou de um refrão cantado ao lado de amigos.

Na Praça Hilton Lopes, a música funcionou como ponto de encontro entre gerações. Jovens, adultos e idosos dividiram o mesmo espaço, cada um vivendo a festa à sua maneira. Houve quem fosse para dançar forró, quem estivesse à espera do arrocha de Pablo, quem vibrasse com a sanfona de Mestrinho e quem aguardasse ansiosamente os sucessos da Calcinha Preta. Ao final, todos fizeram parte de uma noite que ficará registrada como uma das mais marcantes desta edição.

Forró Caju segue como vitrine da cultura popular

O sucesso da sétima noite reforça a importância do Forró Caju como uma das principais vitrines da cultura popular em Sergipe. A festa valoriza artistas locais, recebe nomes de projeção nacional e oferece ao público uma programação que celebra o São João em sua diversidade. Ao ocupar a Praça Hilton Lopes, o evento também reafirma o papel dos espaços públicos como locais de encontro, lazer e expressão cultural.

Em uma época em que os festejos juninos movimentam cidades de todo o Nordeste, Aracaju se destaca por manter uma programação que une tradição e contemporaneidade. O Forró Caju preserva elementos essenciais do São João, como a sanfona, o forró, a dança e a celebração coletiva, mas também reconhece que a cultura popular é dinâmica e incorpora novos ritmos e formatos.

A presença de mais de 23 mil pessoas nesta quinta-feira demonstra que o público responde positivamente a essa proposta. A festa consegue ser, ao mesmo tempo, memória e novidade. Recebe artistas que ajudaram a construir a história do forró e abre espaço para diferentes expressões musicais que fazem parte do gosto popular atual.

Noite consolida sucesso da edição 2026

Com Erivaldo de Carira, Pablo, Mestrinho e Calcinha Preta, a sétima noite do Forró Caju 2026 consolidou mais um capítulo de sucesso da festa. O maior público da edição até o momento confirmou a força da programação e a capacidade do evento de mobilizar milhares de pessoas em torno da música nordestina.

A combinação entre tradição, emoção e grandes atrações fez da noite uma das mais aguardadas e comentadas do evento. Do primeiro acorde de Erivaldo de Carira aos sucessos finais da Calcinha Preta, o público viveu uma experiência completa, marcada pelo forró, pelo arrocha, pela sanfona, pela nostalgia e pela celebração popular.

A Praça Hilton Lopes foi palco de uma noite em que Sergipe celebrou suas raízes e recebeu artistas que dialogam diretamente com a alma do São João. O Forró Caju mostrou, mais uma vez, por que ocupa lugar de destaque no calendário cultural do estado: é festa, é memória, é encontro, é música e é povo.

Ao fim da programação, ficou a sensação de que a sétima noite do evento representou bem a essência do Forró Caju 2026. Uma festa plural, popular e vibrante, capaz de reunir mais de 23 mil pessoas em uma mesma praça para celebrar aquilo que o Nordeste tem de mais forte: sua cultura, sua musicalidade e sua alegria.

Joás Sanct

Fotógrafo profissional, cinegrafista e editor audiovisual com 30 anos no mercado de entretenimento. Produtor cultural apaixonado por contar histórias através da imagem. Headbanger raiz, fã de Judas Priest e Slayer. Amante da leitura, da escrita e de novas culturas. Viajante por natureza, sempre em busca de inspiração pelo mundo.

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